19 de dezembro de 2010

25

Enquanto não vinha ao mundo
Passei correndo pelo corredor da pressa
E hoje minha calma me mata de cansaço
E me canso rotineiramente.

Coloquei o pé direito na sala do saber
O esquerdo revoltado foi visitar a ignorância
E mal sabia eu que todo mundo fazia isso.
Minhas mãos abriram as portas da felicidade,
Mas a minha cabeça estava em outro lugar.

E o meu coração ficou ali naquele corredor
Vendo gente passando, indo e voltando
A minha senha era 25 e lá se ia o segundo
E de repente fui puxado para a escuridão
E vi a luz.

Entrei em um lugar de muitos iguais
Apressadamente calmos, sabendo e fingindo não ter ignorância
Felizes conformados com o lugar que seu coração sonhava.

Eu fui trazido para cá à força
Forçaram-me a viver de decepções
Amores e surpresas
Animal sem presas nem ter com o que se defender.
Eu prefiro voltar para a escuridão
Do que ver que a luz cega os meus olhos.

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