25 de dezembro de 2010

Dinheiro (Ser quem sou não tem preço, tenho o que mereço)

Veja meus objetos
As relíquias guardadas nos armários
Custaram tão caro!

Eu cuido do meu futuro olhando o passado
Vivo o presente como se fosse meu
E minha imagem pertence aos outros, tolos ateus
Tenho crença de criança inocente
Irei para o céu acima da terra infernal
Felicidade... é natal
Lucro brutal, sepulcro da inconsciência moral
Isso custa caro!

Veja meu coração bombeando desorientado
Vômito do corpo rejeitado
Velam o meu como se fosse o fim
E choram no meu túmulo como se fosse por mim.

Eu paguei por ter me revoltado
Cobrei por ter acreditado, tive ideais
Morrerei esquecido, vítima da lei humana
Que é por bem, e engana
Eu paguei caro!

De todo o valor malogrado
Sobraram os meus princípios intocáveis
Amor verdadeiro e amigos amáveis
De tudo o que foi vivido, o impagável
De tudo o que foi sentido, o desfrutável
E nunca tive de me preocupar no fim do mês
E vou levar comigo no que penso ser o infinito
Talvez o sonhado paraíso
E que para entrar, pela lei divina, pagamos os pecados.
Porque viver em dívidas?
Resta-nos... Viver e morrer endividados.

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