11 de maio de 2011

Flor do campo

Rosa como a bruma das manhãs
Manhosa feita de fetiche de cetim
Tem pétalas com perfume de saudade
Seus espinhos inspiram solidão.

Colher-te ao meio de tantas outras iguais
Mas nenhuma com o teu cheiro e soluço
Ninguém respira enquanto teu futuro se sobressai.

Tenho o ardor de voltar ao campo
Sem sublimidades nem atordoadas miragens sãs
Toda feita sobre os olhares dos querubins
Não tem sentido, puramente verdade
Tua pureza enlouqueceu meu coração.

Naquele olhar sobre os arbustos
Haviam seus olhos e ninguém mais.
Enfim os nossos se encontram e meu ímpeto de amor... aguço!


Querer não é a simplicidade de alcançar o universo com as mãos
Amar não é querer, mas o universo do amor se espalha sobre seu corpo
E em meio àquela imensidão, a infinidade de dois é um só coração.

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