15 de maio de 2011

Ich liebe dich – rock


“Desate as malas de meu burro e traga-a aqui (...)”
“Amo o fumo, amo as mulheres e odeio o romantismo”
Macário – Alvarez de Azevedo

Tem dinheiro sujo que o homem lava
Lava a alma que está impura e infame
Tem sujeito do homem que o fere
Queima em quinto grau com lava
E mesmo que eu grite socorro ou sussurre o seu nome
Não há lugar melhor para que você me leve.

Com a mala nas costas vou-me embora
Embora não esteja de partida
Ainda há o que se fazer nessa vida,
Mas não esbanjo autoconfiança sem hora
Sou casaco de lã em chuva de verão
Estou são, mas me sinto frio em qualquer estação.

Não fumo, mas mesmo assim trago toda maldade do mundo
Isso me consome e morre todo homem com fome
Trago o remédio sem nome, genericamente original
Não é magia, nem força sobrenatural
Deus tem para nós um amor incondicional.
Tolo homem moribundo que clama em vão
Cospe no prato que come
Tem coração, mas mesmo assim se finge de surdo.

Escute minha sede de amar
Amar uma mulher que nem mesmo sabe
E antes que o mundo acabe
E não me deixem orar
Farei minha bateria ecoar
Adorar e adorar
Fazer serenata em qualquer lugar
Para qualquer pessoa que seja.

E antes que você veja e diga-me alguma resposta
Saiba que meu romantismo não é constante
Apenas flui a qualquer instante
E talvez não seja o que você gosta.

O teatro acaba numa janela aberta
Num beco ou rua deserta
Termina sem saber aonde começa
É poema, poesia, prosa ou simples prova de amor confessa
É peça que não se prega
Faz gestos e chora
Não tem data nem hora
Ora aqui outrora por ali
Basta saber quem canta
Qual a melhor letra e quem tira a nota...
Sol, é o que brilha e o que entoa
E vem à tona
O amor que cresce num coração sem dona
É rock na veia, Deus e mitologia de sereia
No asfalto mal pisado ou na areia
E acabo em versos escritos em folha de floresta
Beija-me
Antes que acabe a festa.

Um amor nunca tem hora, mas em alguma hora enquanto não sabemos quem está à nossa volta, pode ser que acabe.
Ame e pague o quanto vale... Sofra e não se arrependa, antes que o mundo vire pó e por eu não tê-la aqui, morra em escalas de dó. A minha dó. É dó autobiografia.

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