22 de maio de 2011

Meus poemas e minha confissão

Eu escrevo tanto sobre tudo
o que sinto, penso e espero
As pessoas olham para mim com tanto esmero
Não se cansam de dizer como é tal nostalgia
DE aprofundar-se em meias palavras escritas
E sentir-se arrepiadas e felizes
Chorando por vezes,
E algumas ensaiam cada verso para o primeiro beijo amante
Depois de lábios se tocando, palavras dançando ao vento
Com todo ardor aliviado, astúcia de sentimento.
Levam isso para cada dia de suas vidas
Espalham e os outros se sentem tão completos...

E eu aqui,
O dono de cada vontade descrita sobre um papel manchado
Coberto com tanto amor recém descoberto
Sem ninguém para amar, sem amor por perto
Subindo todos os dias no telhado de casa
Tentando ver de cima se alguém está vindo
Se existe tijolo pré-moldado ou algo concreto para o que eu estou sentido
E lá de cima vejo tantos olhares
De profundo dó e compaixão
Daqueles que detém do maior bem
Uma mão para aquecer o coração
Para ser o colo de suas cóleras
O abrigo do frio, a água ou sua pureza no calor
O sentido do cheio depois de ser vazio
O seu amor.
E não há ninguém vindo até mim
Será que estou tão alto assim?
Será que não há ninguém que se arrisque a subir?

Desço e vou para o quarto
“Para que escrever sobre sentimento meu
Se o resto é coração rasgado?”
Deito e me cubro com algum cobertor
Pelo menos há alguma coisa que me dê calor
Enquanto não há sentido
Querer estar de pé quando não se tem amor.

Prefiro dormir a olhar os comentários sobre meus poemas
Todos exclamando a beleza de tudo o que sinto
Mas ninguém para me dizer que esteve sonhando
E que parece sentir que está me amando.

Um comentário:

  1. INFELIZMENTE TENDEMOS A GOSTAR DE QUEM NÃO GOSTA DA GENTE. SE VOCÊ QUER RECIPROCIDADE AMOROSA DEIXE-SE CONQUISTAR. NÃO SE PODE AFIRMAR QUE SÓ DESEJA A AMIZADE DE ALGUÉM SEM CONHECÊ-LA.

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