5 de maio de 2011

Ponto final e reticências

Por que tua tendência é desaparecer?
Nem mesmo existia até que a brisa tocou meus olhos
Nem eu mesmo sabia que tua alma queima os sonhos
Realidade voa no céu e o sonhar está caminhando.

Tudo está se revirando ao avesso
E tenho apreço pelas coisas novas em cores
Masoquismo saudável é o beijo entre os amores.

Meu carro é lata de sardinha ao mar
Sem destino, sem chão duro nem mesmo rumo,
Mas apesar de peixe fora d’água
É chapéu de baleia na sua serenata de luar.

Cato coco pra por nas costas
Colho pedras como coelho que nasce na periferia
Ganho gosto gostando de ganhar o que já tinha
Caço um laço azul para enfeitar as encostas do mar.

Desenhar nas pedras do abismo
Momentos em que a brisa tocava
Eu piscava e de segundo em segundo
Soletrando meu soneto a esmo
Até mesmo porque eu nem imaginava
Que eu podia o que mais queria nesse mundo.

E eu vi tudo ao mesmo tempo acontecer
Tocou a brisa e pisquei
E o resto da história que só eu sei
Por que será que é efêmero o ato de viver?
E num terceiro ato, numa outra piscadela, vi você desaparecer.

Um comentário:

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