29 de maio de 2011

Noiva Solidão

Ela invade a sala e apaga a luz
Reflete os sussurros da madrugada
É feia, horrenda, e seduz
Aos caprichos da vida indignada.

Maestrina da rua escura
Com canções de ninar mofadas
Desinibida e asquerosa, suja
Detentora de maldades baratas.

E ela vem ao meu encontro
Faz carinho e chama pra sair
Arruma as minhas malas e seduz-me a fugir.

A fuga não tem de ser feita para perder-se
A vida tratará de nos matar, e arremato
Não se vingue dela antes.

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