29 de novembro de 2010

Fogo e Álcool

Não sei se você sabe
Mas o meu íntimo depende
Dessa sua voracidade
Teu domínio chama-me suave
Tua chama efervescente queima
Meu ego teima, sua alma impede
Que meu coração congele
E aí que a gente se entende.

Deixa de lado teu berço de prata
Deixarei eu de lado minha alma inata
Abomina um futuro sem luz
Chega de viver sós. É isso a desgraça!
É insuportável ter de suportar os segundos
É imensurável ser limite da tua ardência
Meu corpo pede clemência e pede que me queime
É no teu fogo que me faço ser quem sou.

Jogo-me à tua vida
Desnuda-me e faz-me importante
Sou eu quem mantém teu propósito vivo
Será eu etílico ou simplesmente combustível
Faço-te crescer e tornar-se árdua
Se deixas marca é porque te dou meu sangue
Sou transparente, fervescente, seu amante
Álcool, com ou sem álcool; alcoólico;
Fogo, com ou sem fogueira; altamente inflamável.
Quero que me queimes, como queres que eu te alcoolize
Sem você não tenho meus por quês
Sem eu você não pode continuar ardendo.

Faça as misturas, beba e fermenta-se
Enquanto me derramo por ti.
É fogo que arde por me ver,
É álcool que te cresce se me sente,
É um precisar-te contente,
É um querer mais do que você.

E sem nada em comum
Completamos um ao outro
Somos Álcool meu amor, somos Fogo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Pode "mandar bala" nas críticas boas e ruins aqui!