É incrível como gosto das palavras e estas reagem de forma recíproca a ponto de se encaixar mais à minha pessoa do que eu a esse tipo de formalidade.
Mas o que me toma conta mesmo nem são as palavras e sim o que elas tentam me explicar, sem êxito, afinal isso não tem explicação, é tão único quanto a palavra saudade, oriunda do nosso queridíssimo português.
É um mundo, meus caros, que te aprisiona, deixa-o sobreviver a pão e água, mas dá-lhe carinho e afeto e outras coisas como consequência.
Entrei por uma porta que só tinha o lado escrito entrada, mas talvez a saída seja lá na frente, talvez também seja tão longe que será a porta direta para o paraíso.
Entrando em sã consciência percebo que vivo constantemente em devaneios, e conscientemente aprisionei-me num mundo que me faz bem e feliz enquanto não chove lágrimas em forma de pedras.
Dependendo do tamanho da pedra e do impacto sobre mim, pode ser que seja tão profundo esse mundo que me leva direto ao fundo e eu afundo.
Mas quem disse que eu nunca pensei em viver no mar?
Quem disse que o fundo do mar é o fim do mundo?
Palavra
ResponderExcluirTenho que escolher a mais bonita
Para poder dizer coisas do coração
Da letra e de quem lê
Toda palavra escrita, rabiscada
No joelho, guardanapo, chão
Ponto, pula linha, travessão
E a palavra vem
Pequena
Querendo se esconder no silêncio
Querendo se fazer de oração
Baixinha como a altura da intenção na insegurança
Vírgula, parênteses, exclamação
Ponto, pula linha, travessão
E a palavra vem
Vem sozinha
Que a minha frase invento pra te convencer
Vem sozinha
Se o texto é curto, aumento pra te convencer
Palavra
Simples como qualquer palavra
Que eu já não precise falar
Simples como qualquer palavra
Que de algum modo eu pude mostrar
Simples como qualquer palavra
Como qualquer palavra.
(TM)
Acho que não preciso dizer mais nada né?
Beijos e flores. Lindo texto!