20 de novembro de 2010

Sim?

Coloque palavras no espelho
E veja que não pode explicar
Não pode tudo
Não pode o que pode.
Não pode!

Tente alguma vez escrever sua frase preferida num copo d’água,
Guardar seu coração que pula instantaneamente,
Sentir o que sente aquele que não está presente,
Ler o que o poeta escreveu ao vento,
E veja que não pode saber.
Não pode saber tudo,
Não pode saber o que sabe.
Não pode!

Use os pronomes, se dirija aos seus tratamentos,
Perceba que você não tem educação,
Aquém da tua posse, meu, seu,
Nosso por ironia; figura do linguajar infame;
Sou concreto abstrato, substantivado por um artigo
Novo, idade moderna, média, antiga.
Não dá.
Nunca dá. Não dá para dar.
Não dá!

Quem já pensou em se jogar daquele precipício ali na frente?

Então me dê a mão...

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