16 de novembro de 2010

“Lixúria”

Os quadros na parede, abstratos
Mostrando protecionismo abraçado ao estrangeirismo
São apenas retratos
Homens sem forma, sem fé
Ao final, afinal, mal amados.

As bocas que gritam não são os dedos que apontam,
Os dedos que saúdam, outra vez bateram.
Eles não agüentaram; e nós abrimos a porta
Do conformismo que criticamos, mas sentamos em cima porque nos conforta.

Sujos, imundos, amigos de desencargo
Acham-se donos, tolos empregados
Do sistema que tira sua honra, lança-o no abismo
Risos e risos. Teu fim. Nossa ReEvolução.

Se aquele que olha os quadros entende
Que então se vire para frente,
Pegue seus escudos e armas e corra
E chegue então aos que estão à sua frente
Lutando por ideais únicos, mas nem por isso indiferentes.

Lança a sua lança até onde sabe que ela alcança
Destrua os muros da cegueira social
Derrube os preconceitos
E quando todos os lixos perecíveis estiverem recolhidos
Suja-se do erro racional
E queima com fogo inóspito rebelado de nosso sangue amargo
Ensine que isso é seguir em frente, não é retardo.

Sujos, imundos, amigos de desencargo
Acham-se donos, tolos empregados
Do sistema que tira sua honra, lança-o no abismo
Risos e risos. Teu fim. Nossa ReEvolução.

Sujos, imundos, amigos de desencargo
Acham-se donos, tolos empregados
Isso é a nova realidade, povo charlatão
Risos e risos. Teu fim. Nossa ReEvolução.

 
 
Copyright © 2010 by Luiz Aguinaldo Ponton Cuaglio

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