Basta uma palavra sensata
Abstraia um segredo
Desvende-o e mostre-me
Enquanto arrasto as solas dos meus pés
Entro em um convés e desenho o céu no chão
O sol é o meu coração
E as nuvens são ideias
Nuvens negras ou de algodão doce
Tenho meu trono e não a posse
Meu chão de algodão
Molhado na solidão
E me deito, e desperto
O sentido mais indiscreto
Do homem deserto
Que decerto se encontrou no dia a dia
Tenho minha alegria
Na chuva de doses controladas
Saudades matadas
Palavras, palavras e serenatas
Um amor passageiro
Que encontrei nas estradas
Por onde passei, em meio às cataratas
Por onde sonhei e permaneço terreno
Tenho-me por inteiro, mas sou meio dela
Meio chama, meio vela,
Enquanto meio continuo sendo de alguém
E o seu amor me completa
Com destino ao nada e ao além.
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