1 de janeiro de 2011

Inexistente

Cair em tentação pelo mal
Usar do errado para dizer-se certo
“O mundo é dos espertos”
Somos vítimas da revolta
Baleados, amedrontados sem escolta
Não ser nada e achar-se o tal.

Somos animais carnívoros
É vegetal o papel que nos compra?
Matamos os insetos com vermífugo
Apenas porque nos amedronta.

E o homem se amedronta
Simplesmente pelo outro ser homem
Não sabemos até onde podemos chegar
Mas o homem sabe que passa por cima de tudo
Se ama? Não. Confronta-se
e levanta? Não. Contenta-se.

Vamos fugir.
Mas para qual lugar
Se o homem está aqui
E mata também por amar?
Eu sei que não tem jeito
Mas não me canso de lutar
Não para que tudo mude ou mudem tudo
Sei onde estou e onde quero chegar
Mas eu só quero um lugar para ficar...

Procuro a paz que não existe
Procuro a calma no meio da multidão
Procuro no meu íntimo a solidão
Procuro dizer no vácuo
Procuro dar palpite na alheia impressão
Procuro, procuro, procuro e procuro
Procurar não é a solução
Achar é a verdadeira questão
Não tenho mais o que perguntar
Não vou desistir, mas não tem mais solução
Melhor guardar o carro na mansão
Podem me roubar
Contudo eu moro na rua e ando na contramão
Enquanto a sociedade abaixa a cabeça e aceita
Eu sonho acordado com a vida perfeita...

Inexistente!

Um comentário:

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