Passei por entre as frestas
Descobri milhões de maneiras de te conquistar
Os seus becos e beiradas
Seus anseios e as suas recaídas
Passei pela entrada e vi que era a saída
Saída da solidão e entrada no ímpeto de amar
Um vendaval me levou pelo Atlântico
Sou todo versos semânticos
Descobri-me mortalmente romântico
E tenho a audácia de prever
Que cairei em tentação nos teus braços.
Passado de noite sombria e céu cinzento
Descaso com minha sina
Retrato no teto espelhado
Vejo-me por todo teu amor, Menina.
Destrói a moral do altruísta
Constrói um mural de linhas vivas
Corrói o quadro de beleza natural
E dói saber que sou singular e você plural.
Detesto pedir desculpas pelo o que nem fiz
Protesto a favor dos erros que cometi
E de resto e de todo pertenço a ti.
Passado de noite sombria e céu cinzento
Descaso com minha sina
Retrato no teto espelhado
Vivo por todo teu amor, Menina.
E pelo beco adentro
A luz me encontra e cega os olhos
E penetro no coração cinzento
Das tuas dores sou morfina
Sou fato predestinado
Eu sou o seu amor,
Sou o que você precisa que eu sou,
Eu sou a colina com o sol a se pôr,
Sou a febre por um beijo,
Eu sou o desejo de felicidade em tempos de dor,
Sou perto da tua agonia a serenidade no teu peito,
Sou todo seu, meu amor,
Menina.
Menina.
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