O que sou nunca foi e jamais será
O que digo sempre machucará
O que ouço, não importa
Pois aos outros cabe à minha reputação.
O bom taxado de covarde
O sincero que é certo, e faz tudo errado
O errado sempre errado
O destino nem sempre é o que eu quero.
Pode ser que o meu não seja meu
Assim como sempre foi de outro
Pessoa humana, falível, falida
Inerte e errante... Pálida.
Eu já nem sei se sei quem sou
Sei que sou quem alguém quer que eu seja
Sei que sou quem alguém quer que eu seja
Minhas vontades incabíveis
Não cabe nem no infinito,
Pois nada é infinito e elas vagam pelo nada.
Apenas lágrimas e música
Tentativa frustrada de não ser eu
Porque eu, o mergulhador,
Nunca tive a oportunidade de levar alguém para a minha praia.
É sempre a do outro.
São sempre os outros.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Pode "mandar bala" nas críticas boas e ruins aqui!