Como pisar descalço na grama
Voar longe, atingir o céu para comer nuvem de algodão doce
Mergulhar nas mais puras águas em busca das pedras
Pedras estas que o salvariam da maré
Maré esta que embelezaria a noite chuvosa e um beijo na praia.
Como subir num pé de jabuticaba
E fazer geléia de maracujá
No gingado do vento nada se fixa e nada acaba
No farol do porto que indica onde estamos a amar.
Como sentir-se tanto
“Ah, isso não é nada
Perto do tanto e do quanto
Não sermos doce pronto
Sermos nata”.
Como guardar as chaves do coração
Que está de portas abertas para alguém?
Como sentir-se quente
No manto dos braços de quem lhe quer bem?
É como flutuar até os montes
Serem únicos entre os milhares
Avistar verticais nos horizontes
Sermos realidade enquanto o lúcido é sonhar.
Como posso traduzir em palavras o que não posso dizer?
Nada como nunca poder
Tudo como saber te amar.
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