30 de janeiro de 2011

Na areia

Eu corri pela praia
E escrevi seu nome na areia
A maré subiu e levou minha prova de amor
Para terras distantes.

Que caia litros e litros de chuva
Que leve todas as árvores com o meu nome junto ao seu
Que molhe todas as folhas de poemas para você
Mas ela nunca poderá
Nem se o vento desejar
Apagar do meu peito
E da minha memória
O prazer de saber amar.

Ouço música alta
E detesto misticismo
Dois ou três dias e sinto sua falta
Não confunda fanatismo
É teoria de homem insensato
Dizer que o amor é sentido
Mas não faz sentido algum
É fuga da realidade que não se escolhe
É desespero que não se esconde
É nunca desejar saber e mesmo assim ser desejo
É partir ao meio todos os seus medos
Acordar sonhando com uma noite nublada
O sol gelando e a brisa manchando a janela
Sou lúcido, mas me entrego aos sonhos dela.

As lágrimas lunares
Derretem os cometas do universo
Posso chorar por fazer o inverso
Seco os mares e faço praias
Deixo tudo pelo avesso
Faço estátuas de gesso
Escultura de pedra luminosa.

E nesta minha praia
Desenho todos os nossos dias de amor
E a maré não vai levar
Meu mar de lágrimas por você
Foi feito para nunca te apagar.

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