20 de abril de 2010

Alucinação inquieta

Não me venha com presentinhos

Não quero saber do que é seu

Nem de seus beijos e carinhos

Sei cuidar do que é meu.



Não é uma mulher cheia de defeitos que vai me conquistar

Suas qualidades me fazem querer vomitar

Talvez essa minha insensatez a espante

Mas o espanto é passageiro e você me conhece

Sabe o que eu sou e sabe o que acontece

Quando alguém diz que te ama só por desejo

Eu sei cuidar de mim e dos meus anseios

E não vou sofrer por quem não valeu à pena.



Eu gostei do que me disse

Mas não das suas atitudes.

Talvez não me entenda agora

Há pouco tive um sonho

E nele você não estava, mas eu te amava.



Os anos se passaram e não entendia

As pessoas acordadas enquanto eu dormia

Quando diziam eu nada via

Quando me olhavam pelo o que eu dizia

Talvez eles fizessem enquanto eu parava

Ou então paravam enquanto eu fazia

Mas não me importa, vejo você na minha vida vazia.



Engole à seco suas palavras molhadas com fogo

Enquanto penso em você entro em desespero

Infinito sufoco, pedindo socorro

Por saber que você nem ao menos existia

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