19 de abril de 2010

Save me!

Ando em disparada por onde não sei

Corto lugares escuros e pontes à meio

Não grito de receio

De alguém ouvir e decidir me salvar.



Tomei dipirona pra curar minha febre

Do peso nas costas de um amor enganado

Todavia estou humilhado, deitado por aí

Camisa rasgada, shorts cortados e pés descalços

Embaraçado nos fios de vida que me restam.



E tudo começa a escurecer

Sinto o chão sumir

A cabeça começando a inflar

O peito bombardeado inconscientemente

Veias e artérias entupidas de mentiras

Vergonha do meu propósito

De fazer alguém feliz.



Não uso das drogas para fugir para lugar algum

Não bebo para me manter onde estou

Seja qual for o meu destino, continuo seguindo-o

Trilhando meu caminho

Hoje vendo meus leais amigos um pouco atrasados

Choro por nada, um dia tudo

Mudo de carência flagelada

Vida amaldiçoada

Hoje estou sozinho, mas eles e Ele não me abandonaram

Só ficaram um pouco pra traz e até então não me encontraram

Nem eu os encontrei.



Um remédio tarja preta tomado sem algum conhecimento

Me faria bem em algum

Dos momentos felizes me disponho a reencontrar

Eu quero amar, não amor carnal entre homem e mulher

Quero um amor sincero de amigo, tanto que sou.



Se alguém encontrar

Chamem-me e me entreguem

Só não demore

Por lágrimas me escorrem, desta terrível solidão.

Salvem-me!!!

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