Corto lugares escuros e pontes à meio
Não grito de receio
De alguém ouvir e decidir me salvar.
Tomei dipirona pra curar minha febre
Do peso nas costas de um amor enganado
Todavia estou humilhado, deitado por aí
Camisa rasgada, shorts cortados e pés descalços
Embaraçado nos fios de vida que me restam.
E tudo começa a escurecer
Sinto o chão sumir
A cabeça começando a inflar
O peito bombardeado inconscientemente
Veias e artérias entupidas de mentiras
Vergonha do meu propósito
De fazer alguém feliz.
Não uso das drogas para fugir para lugar algum
Não bebo para me manter onde estou
Seja qual for o meu destino, continuo seguindo-o
Trilhando meu caminho
Hoje vendo meus leais amigos um pouco atrasados
Choro por nada, um dia tudo
Mudo de carência flagelada
Vida amaldiçoada
Hoje estou sozinho, mas eles e Ele não me abandonaram
Só ficaram um pouco pra traz e até então não me encontraram
Nem eu os encontrei.
Um remédio tarja preta tomado sem algum conhecimento
Me faria bem em algum
Dos momentos felizes me disponho a reencontrar
Eu quero amar, não amor carnal entre homem e mulher
Quero um amor sincero de amigo, tanto que sou.
Se alguém encontrar
Chamem-me e me entreguem
Só não demore
Por lágrimas me escorrem, desta terrível solidão.
Salvem-me!!!
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