19 de abril de 2010

Por isso

Não consigo mais escrever palavras bonitas

Deixei minhas saudades explícitas

Em mim sobrou o que é resto de outras

Às vezes entendo o que tenho

Sou pobre e não sei dirigir

Nada que me impeça de sair

Quebrar tudo, se arrepender e sorrir.



Encaro sozinho a minha estrada

Fico sério e faço piadas, piadas engraçadas

Sobre a sociedade jogada nas calçadas

Mendigando inatas.



Não consigo dizer palavras bonitas

Estou rouco e sem cordas vocais

Por tentar gritar por um mundo de iguais

Viver de coisas banais, coisas dos comerciais

Que nos entretém, controlam e mentem

Enquanto vivemos disso eles riem.



Encaro sozinho a minha estrada

Fico sério e faço piadas, piadas engraçadas

Sobre a sociedade jogada nas calçadas

Mendigando inatas.



De tanto não conseguir exercer minha função

Marionete da politicagem

Apelo pelo que sou, pela personalidade

Crio coragem e vou à luta pela causa

Ainda há o que lutar, pelo o que vencer

Por mim, pelo mundo e por você.

Massa desunida, problema hoje sem saída

Um futuro surrealista e uma vida a ser vista

De longe por quem esteve junto de nós

Perdi o papel e a caneta e a voz

Quem esteve do meu lado já desistiu

O homem livre caiu, a lei nos deixa em uma jaula de bichos

Estou aqui por isso e por isso



Encaro sozinho a minha estrada

Fico sério e faço piadas, piadas engraçadas

Sobre a sociedade jogada nas calçadas

Mendigando inatas.

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