Deixei minhas saudades explícitas
Em mim sobrou o que é resto de outras
Às vezes entendo o que tenho
Sou pobre e não sei dirigir
Nada que me impeça de sair
Quebrar tudo, se arrepender e sorrir.
Encaro sozinho a minha estrada
Fico sério e faço piadas, piadas engraçadas
Sobre a sociedade jogada nas calçadas
Mendigando inatas.
Não consigo dizer palavras bonitas
Estou rouco e sem cordas vocais
Por tentar gritar por um mundo de iguais
Viver de coisas banais, coisas dos comerciais
Que nos entretém, controlam e mentem
Enquanto vivemos disso eles riem.
Encaro sozinho a minha estrada
Fico sério e faço piadas, piadas engraçadas
Sobre a sociedade jogada nas calçadas
Mendigando inatas.
De tanto não conseguir exercer minha função
Marionete da politicagem
Apelo pelo que sou, pela personalidade
Crio coragem e vou à luta pela causa
Ainda há o que lutar, pelo o que vencer
Por mim, pelo mundo e por você.
Massa desunida, problema hoje sem saída
Um futuro surrealista e uma vida a ser vista
De longe por quem esteve junto de nós
Perdi o papel e a caneta e a voz
Quem esteve do meu lado já desistiu
O homem livre caiu, a lei nos deixa em uma jaula de bichos
Estou aqui por isso e por isso
Encaro sozinho a minha estrada
Fico sério e faço piadas, piadas engraçadas
Sobre a sociedade jogada nas calçadas
Mendigando inatas.
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