Usa traje de mulher inculta
Se calça de desagrado
Julga o político culpado
E do bem não se desfruta.
O poder está em suas mãos
Vestir a carapuça ou viver a solidão.
“Lá vem o homem com a mala
Cheia de ideias novas, tentadoras
E você as veste e se despede
De uma opinião própria.”
Sua cabeça vazia
Não sabia o que via
Por meras não sentia
Tentava a glória
Virou história
Caiu na sarjeta e mendiga com fedor.
Pulseiras de ouro
Colar de diamante
Se compra, se vende
Vai à festa e se arrepende
É um mundo além do seu
Um reino distante
O rei está exilado
A rainha descontente
O clero desnorteado
É tudo culpa de um culpado
É tudo culpa dum safado
Dois ou três ordinários
Que te compraram com salários
Te usaram com ideias alheias
Você sem a sua opinião
Esteve sem armas na mão
Marionete da sociedade
Sem internet pra pesquisar
Não soube lhe dar com os problemas
E agora resta mendigar
É tudo culpa de um culpado
É tudo culpa de um safado
Que ousou te manipular.

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