22 de abril de 2010

Artista do circo atual


Usa traje de mulher inculta

Se calça de desagrado

Julga o político culpado

E do bem não se desfruta.



O poder está em suas mãos

Vestir a carapuça ou viver a solidão.

“Lá vem o homem com a mala

Cheia de ideias novas, tentadoras

E você as veste e se despede

De uma opinião própria.”

Sua cabeça vazia

Não sabia o que via

Por meras não sentia

Tentava a glória

Virou história

Caiu na sarjeta e mendiga com fedor.



Pulseiras de ouro

Colar de diamante

Se compra, se vende

Vai à festa e se arrepende

É um mundo além do seu

Um reino distante

O rei está exilado

A rainha descontente

O clero desnorteado

É tudo culpa de um culpado

É tudo culpa dum safado

Dois ou três ordinários

Que te compraram com salários

Te usaram com ideias alheias

Você sem a sua opinião

Esteve sem armas na mão

Marionete da sociedade

Sem internet pra pesquisar

Não soube lhe dar com os problemas

E agora resta mendigar

É tudo culpa de um culpado

É tudo culpa de um safado

Que ousou te manipular.

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