20 de abril de 2010

Incógnita

Tardes em subordinada sensação

De tudo que poderia fazer

O que fiz foi apenas me lembrar de você

Tudo salientar o que passou

Nada mais do que noites e afins.



Segredar é deixar prevalecer

N’onde poderia parar sem confidências?

Mundo negro, vermelho de revoltas

Caras pintadas e reticências.



Sem portas abertas resta-me dar as costas

No tilintar das taças sou capaz

Será que ouvir faíscas é normal?

Enquanto o segredo se mantém seguro

Resta entre nós

Como os alemães destruirmos o muro.



Gargantilhas enforcam e enfeitam

Como um laço lasso

Pobre sentimento dissoluto

Da escuridão vieram as cores

Meu mundo do avesso

Por coisas ímpias o apreço.



Sinto dizer,

Mas chorar fez-me sofrer

Resta nada mais que esquecer

Mudar as coisas de lugar

Curar essa zaragata

Essa é a vida

Mantém-se inata.

2 comentários:

  1. nossa, essa é a melhor!
    Que estilo, que mensagem, que contexto, que TUDO

    Parabéns...poetinha!

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  2. Cara esse foi o mais foda de todos q li ate agora !

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