17 de abril de 2010

Solidão imaginária

Cada manhã que me desperta de um sonho sempre inacabado

Começa uma história que nunca foi escrita

Nas vãs palavras de um auto-sacerdote sábio

Proferem-se inocentes e insanas palavras malditas.



Minha cabeça sente o corpo e o faz movimentar-se

Contudo tudo o que penso me move para o vácuo

Vácuo de sentimentos e saberes

Sábias palavras de maldizeres

Que me partem em dois caminhos quase que incertos

Por suas incertezas os ouros que enfeitam e ornam

Guardam meu eu em seu coração de pedras preciosas

Duras como rocha e límpidas como água que deságuam.



Na solidão dos meus dias

Construo amigos dos quais nem o vento poderá levar

Simplesmente pelo fato de eles não existirem.



Procuro por eles em qualquer vala, esquina que me enxergam os olhos

Talvez não os ache por não senti-los

Ou então esteja embriagado demais para tocá-los.



Nada bebo. Nada falo. Nada faço.

Talvez me mantenha inquieto por não poder me embebedar

Mesmo em sanidade, vejo-me bêbado de um amor que nunca se propôs a chegar!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Pode "mandar bala" nas críticas boas e ruins aqui!