Começa uma história que nunca foi escrita
Nas vãs palavras de um auto-sacerdote sábio
Proferem-se inocentes e insanas palavras malditas.
Minha cabeça sente o corpo e o faz movimentar-se
Contudo tudo o que penso me move para o vácuo
Vácuo de sentimentos e saberes
Sábias palavras de maldizeres
Que me partem em dois caminhos quase que incertos
Por suas incertezas os ouros que enfeitam e ornam
Guardam meu eu em seu coração de pedras preciosas
Duras como rocha e límpidas como água que deságuam.
Na solidão dos meus dias
Construo amigos dos quais nem o vento poderá levar
Simplesmente pelo fato de eles não existirem.
Procuro por eles em qualquer vala, esquina que me enxergam os olhos
Talvez não os ache por não senti-los
Ou então esteja embriagado demais para tocá-los.
Nada bebo. Nada falo. Nada faço.
Talvez me mantenha inquieto por não poder me embebedar
Mesmo em sanidade, vejo-me bêbado de um amor que nunca se propôs a chegar!
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