21 de abril de 2010

Passou e de nada adiantou


Gostei de ter entendido que não entendo nada

Um amor de pessoa quem ousou falar de mim

Talvez eu queira que seja assim

Ser verdade alguma vez, uma mentira insensata.



Não se corte para morrer

Se esfaqueie para deixar de viver

E ver esse mundo infantil

Pessoas infantis; homens sábios por demais

Tão sábios que fazem errado, como eu fiz.



Olhe o relógio e veja que está errada

Tudo muda e nada é como só você quer

Nós somos o tempo e o tempo passa

Se passa muda, se muda vai à frente e não se atrasa

E alcança o ímpeto da mulher.



Arruma a franja, passa a maquiagem

Não sabe o momento da frenagem

Come a maçã e leva ao inferno terrestre contemporâneo

Subjuga ao ignorante que doravante há de recear

Por um dia querer amar e se machucar n’outro

E se perder em confusão.



Repentinamente cai em si

Tardia noite que era dia

Não soube o dom que possuía

E perdeu a oportunidade de calar-se perante o juiz.



Julgou, bateu o martelo e sentenciou

O fogo há de possuí-la

Entristece-me que tenha de ser assim

Não tenho dó de ti, mas de mim

Por ser inutilmente insuficiente

Desesperado por querer ajudar

Não conseguir e vê-la morrer

Por não saber crescer, saber viver, morrer

Crescer em mente

Viver de amor

Morrer contente.

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