Gostei de ter entendido que não entendo nada
Um amor de pessoa quem ousou falar de mim
Talvez eu queira que seja assim
Ser verdade alguma vez, uma mentira insensata.
Não se corte para morrer
Se esfaqueie para deixar de viver
E ver esse mundo infantil
Pessoas infantis; homens sábios por demais
Tão sábios que fazem errado, como eu fiz.
Olhe o relógio e veja que está errada
Tudo muda e nada é como só você quer
Nós somos o tempo e o tempo passa
Se passa muda, se muda vai à frente e não se atrasa
E alcança o ímpeto da mulher.
Arruma a franja, passa a maquiagem
Não sabe o momento da frenagem
Come a maçã e leva ao inferno terrestre contemporâneo
Subjuga ao ignorante que doravante há de recear
Por um dia querer amar e se machucar n’outro
E se perder em confusão.
Repentinamente cai em si
Tardia noite que era dia
Não soube o dom que possuía
E perdeu a oportunidade de calar-se perante o juiz.
Julgou, bateu o martelo e sentenciou
O fogo há de possuí-la
Entristece-me que tenha de ser assim
Não tenho dó de ti, mas de mim
Por ser inutilmente insuficiente
Desesperado por querer ajudar
Não conseguir e vê-la morrer
Por não saber crescer, saber viver, morrer
Crescer em mente
Viver de amor
Morrer contente.

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