19 de abril de 2010

Cartas à mesa (o Brasil é nosso!)

As cartas me consolam

Jogadas à mesa

Passando o tempo como passatempo

Passa o tempo e o tempo não passa.



Não passa porque não tenho tempo

Tempo é um tempo sem tempo

Pelo menos o meu tempo é assim.



Assim como o tempo de Deus ainda é tempo

O meu tempo é sim tempo, sem tempo

Mas tempo de decisões indecisas

Mal formuladas suas respostas

Por não formulá-las ficaram estatizadas

Num governo ingovernável

Sem traços marcados por trajetos traçados

Suas linhas envergadas rumo a nenhum lugar

Com destino a lugar nenhum.



Transtorno e caos aéreo

Os trens estão prestes a colidirem

E os navios transitam livres

Onde nem a liberdade é solta

Estão todos entre cães

Que cometem assassínios

Assassinatos acobertados pelas leis

Não importa se somos héteros, mulheres calçando 52 ou gays

O que importa é que é jogo de vida ou morte

Eu peço seis, tu nove e todos doze

Talvez perderíamos porque eles têm o zap

Mas nós possuímos o baralho

Ganhamos um Brasil que foi dado à vista pelos índios

Pagamos à prazo o retorno

Reivindicamos o que por direito é liberto

O homem de preto é esperto

Mas nós somos donos de quem é dono de nós.

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