13 de junho de 2011

Acaso – duas vidas

Houve tempos em que a saudade machucava
O peito arfava querendo suprir essa dor
E os espinhos envolta do coração sangravam ,
E as brumas...
A tal das brumas que envolviam minha calma,
Cegavam-me e nada mais se ouvia... Era a solidão.

Outros tempos
Em que os sorrisos alcançavam dois dedos de lua
A orla da praia salientava o insaciável
E os mares, bem como suas ondas saltitantes
De encantos obscuros de dois tons... Escalas de ré
Ensurdeciam-me e tudo eu via... Era a paixão.

E quando as duas torrentes de ar se encontraram
Solitários sob o céu estrelado
Apaixonadamente à procura do sonho perdido
Encontram-se ao meio de multidões de flores e cheiros
Amores perfeitos e tudo encontrou sentido.
Nada mais era preciso entender... Era a vida a dois.

2 comentários:

  1. Me encanta essa maneira doce e solta de escrever. Você, meu Raro, é uma benção. Uma gota de doçura no meu caminho.

    Belo poema, escolheu muito bem as palavras.
    Parabéns!

    Você é uma pessoa rara.

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  2. Minha sereníssima...
    REsta-me apenas agradecer pelos elogios e dizer que continuarei tentando encantá-la, pois este é um sinal de está sendo bem feito e elogios vindos de uma belíssima escritora como você são enxurradas de motivação para que eu possa crescer cada vez mais.
    Beijoss.

    A vida tem sentido, pense nisso!

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