19 de junho de 2011

Meu caro amigo

Eu queria escrever, mas não consigo!
Nem a madrugada, nem o luar,
Muito menos as estrelas me permitem, caro amigo,
Que seja possível poetizar
Sobre qualquer lanche que tenhamos comido,
Qualquer palavra que tenhamos trocado,
Qualquer hora de tantas horas que tenhamos sorrido.

Veja os galhos dessa árvore morta,
Olhe só o meu estado, deplorável,
Tentando vê-la entrar por esta porta.
É incrível como é tão sagaz,
Ostentar essa saudade de minutos atrás
Da reviravolta emocional que você me traz
Enquanto tento fazê-lo acreditar no inacreditável.

Minhas palavras foram tantas vezes jogadas na mesa
Assim como as flores caem no outono.
Embora eu tenha a absoluta certeza,
Se é que não há certeza absoluta.
Assim como possa haver rei sem seu trono.

Falo de rei, pois a confundi outrora com rainha
Dona dos campos floridos, da primavera maluca,
Com flores nascendo e fazendo-se minha.
Não adianta. Você não acreditar no que eu vi
Muito menos no que senti. Enquanto ela esteve aqui...

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