10 de junho de 2011

Homem sem fé e amigo do nada


É uma da manhã e acordo
Do sonho que tive enquanto não durmo
Minhas pálpebras inchadas de morto
Atrapalham minha visão de mundo
Mundo este desgraçado
Você tem nojo do seu chão
Nojo tenho eu das coisas mundanas
Do teu olhar simpatizante
Das rosas que não são rosa
Dos rosários que sentem os dedos com fé
Da fé que sucumbe o homem ao nada
Das cidades e da roça
De jovens drogados: cheirados e fumantes
Da policia que rouba e o ladrão que quer comer
Da barata fé que o homem se desculpa por ser nada.

Tende piedade de nós
Pois o homem é carnívoro e mata-se
E suas mãos imundas são inatas
É próprio de quem ama suprir esse amor
E com desculpas falsas e farsas desculpadas
Charlatão é o mestre e o doutor
Que são mais que a gente
Se sentem fruto e não semente
É a audácia e a humildade inexistente
O caráter indecente
E o óbito da fé de espírito pelo desejo carnal
E a carne se esfria
E a desculpa de hoje em dia
É o processo atroz das coisas. O natural.

Tenho enjôo quando ouço falar de Deus
Pelos violados e maldosos
Deus é um invólucro da bondade
Não o desejo do fútil.
“Homem inútil!”.

Nunca ouse tu
Falar de santidade
Porque teu corpo mesmo nu
Difama teu interior.
Espero com toda minha fé
Que a tua sociedade
Que vive sobre o mesmo véu azul
O mate por rancor
E tenha piedade Deus da tua alma
Imunda e casta.
E nunca... Ouça! Nunca!
Nunca peça a Deus que o salve depois de tudo isso
Porque ele pode salvá-lo
E eu confio que pode. Eu confio nEle.
E você não merece isso.


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