Descubro por onde escrevo diversos papéis,
Diversas canetas, cores de tintas,
E palavras que expressam o indiscutível
Não o discuta, apenas mostro-o para fora de si.
Não se trata de histórias de lampiões ou cordéis
Nem de Marieta, nem de sonetos que ela recita.
Descubro nas rimas o imprescindível.
Não pressinto, eu sinto. Tudo que há em mim por parte de ti.
Meu desespero é madrugada nua,
Que brinca fazendo traços no horizonte
No nosso caderno de desenho para que possamos percebê-la.
A madrugada é o sono do sol, a tarde da lua
E uma brincadeira de esconde-esconde
Entre as nuvens e as estrelas.
Não quis fazer soneto porque já o descobriram,
E como é vivo em mim novas descobertas,
Escrevo sobre o que meus olhos nunca sentiram,
E quando a viram lá de longe, já lhes tremeram as pernas.
Formou-se então novas frestas,
Um caminho indistinto,
E as borboletas de asas abertas,
Mostraram-me qual o meu destino.
O final deste é intangível
Sabido pelos órfãos de amor, donos da solidão,
Nunca por mim, mero crepúsculo sensível.
Descubro no fim, lareira acesa e imensidão.
No início tudo era discreto, agora indescritível.
No meio de tudo, havia uma chave. A do seu coração.
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Diversas canetas, cores de tintas,
E palavras que expressam o indiscutível
Não o discuta, apenas mostro-o para fora de si.
Não se trata de histórias de lampiões ou cordéis
Nem de Marieta, nem de sonetos que ela recita.
Descubro nas rimas o imprescindível.
Não pressinto, eu sinto. Tudo que há em mim por parte de ti.
Meu desespero é madrugada nua,
Que brinca fazendo traços no horizonte
No nosso caderno de desenho para que possamos percebê-la.
A madrugada é o sono do sol, a tarde da lua
E uma brincadeira de esconde-esconde
Entre as nuvens e as estrelas.
Não quis fazer soneto porque já o descobriram,
E como é vivo em mim novas descobertas,
Escrevo sobre o que meus olhos nunca sentiram,
E quando a viram lá de longe, já lhes tremeram as pernas.
Formou-se então novas frestas,
Um caminho indistinto,
E as borboletas de asas abertas,
Mostraram-me qual o meu destino.
O final deste é intangível
Sabido pelos órfãos de amor, donos da solidão,
Nunca por mim, mero crepúsculo sensível.
Descubro no fim, lareira acesa e imensidão.
No início tudo era discreto, agora indescritível.
No meio de tudo, havia uma chave. A do seu coração.
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