15 de junho de 2011

Segredos de lua

Ter o imperdoável em suas mãos
E querer ajustar as horas do relógio
Noite de eclipse, tempestade de fumaça
Pede o homem a cautela, relembra seu declínio.

Primata desde os arrepios do coração
E ainda ter tendência a declarar o lógico
Não sirva no prato o sabor da sua desgraça
Temperado com cortes no coração, um assassínio.

Lugares distantes são mais belos
Uma vez que o que está perto
É tanta mesmice que nenhuma beleza vemos.

Um lugar no universo temos de certo,
Longe é mais fácil dizer com olhos lacrimosos serenos
É nas palavras fáceis que encontramos o amor secreto.

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