17 de junho de 2011

Amor de luar alexandrino

Seus cabelos tem o contraste do seu olhar
Que fixa e gentilmente condiz com seu jeito
De andar descalça pela areia branca, suas
Mãos cruzadas com as minhas e me dizendo
Que amar é qualquer toque sobre a sua face
E em uma mesma jogada de luz da lua
Faz transparecer a imagem da mulher n’água
Deixando o mar com ciúme e esta ser sua
Mesmo sendo o fim, corredeira que deságua
Em um precipício. Flor de uma nova história.

Tens um sorriso incandescente menina
Diz o autor da rima que vive o amor.
Ela quase sem jeito se deita na areia
Fecha os olhos e pede para as estrelas
Sem se quer pensar, o poeta encantado
Com tal formosura que se posa deitada
Ouve as estrelas dizendo e fecha os olhos
Deita-se, a beija, a toca, se apaixona.
E no final do crepúsculo, vem à tona
Um arrepio, calor de olhar apaixonado.

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