13 de junho de 2010

Confronto de um eu

Houve um tempo em que eu existia
Para alguém que me queria.
Bem que era verdade
Se não fosse, esse aperto forte,
Não seria saudade.

E se a mente explode
Por que tanta aspereza?
De confronto com um sorriso
O amarelo de tristeza
Me acorrentando sem perceber.

Fiz promessas injuriosas
Senti-me como o pico da montanha
Frio e com cores desgostosas
Bonita pra quem vê de longe
Quem conhece e descrê
Quando vê de perto, julga estranha.

Não há monstros
Nem vilões destrutivos.
Houve um tempo em que eu existia,
Mas hoje ninguém me quer.
Só porque não sou o que você acha que o certo é.

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