Terno e gravata
Enquanto o mundo é essa zaragata.
Nas ruas deitados sob a chuva
Pessoas nuas e cruas de amor
Não que me cause pudor,
Mas estou enjoado dessa assíncrona evolução.
Eu preciso sumir
E ver no que vai dar.
Mas pra que sumir
Se sei que poderão me achar?
Pra que fugir
Se ainda há alguém que saiba amar?
Estou sozinho talvez porque não dão valor em gente assim.
Felizmente eu não ligo.
Eu dependo do mundo
Tanto quanto o mundo verá que depende de mim.
Eu preciso sumir
Mesmo que seja preciso eu ficar pra mudar
O mundo que me virou às costas,
Mas que grito para o ajudar.
Mas pra que sumir
Se sei que poderão me achar?
Pra que fugir
Se ainda há alguém que saiba amar?

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