22 de junho de 2010

Redescobri-me

Salteei como se não houvesse outra saída
Cometi enganos decorrentes da vida
Fiz planos, joguei os panos, decidi mudar
Roubei o coração de outrem para me reencontrar.

Deformo meus quadros de tempos passados
Que afeiam meus traços, que me entornam
E jogam pra fora tudo o que eu era.

No auge da minha ostentação mental
Revelou um alguém que não se assemelhava
Àquele em que se falava
Com admiração pelo racional.

Flui como água às margens do rio
Em uma ironia natural que adorna
Um rosto rude que trás à tona
A semelhança do quente e o frio.

Alimenta-se do fogo que move seu coração
Faz-se o gelo de um instante inoportuno
Um floco de neve que se desmancha em seu rosto
Um pedaço do sol que surge de um sorriso.

Nem as gotas de chuva caídas no pedaço de papel
Ou então chamas que surgem do chão
São capazes de anuviar o céu
Que amanhece após uma noite de escura solidão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Pode "mandar bala" nas críticas boas e ruins aqui!