26 de junho de 2010

Vendo a lua da janela

Sinto que não terei mais aquele abraço confortante,
Aquele olhar que muito dizia,
Um abraço que me esquentava,
E minha mente que só naquele amor pensava.

Era um platonismo provável,
Um sentimentalismo imensurável,
Que deita sobre o peito infame
E dorme na ilusão de tê-lo por todo.

Coloco meu sobretudo e saio sob a chuva,
Em lágrimas olho a lua; sinto a brisa no rosto
Alcançando com os sonhos, de olhos abertos, um rumo
E ainda chorando, naquele amor pensando,
Deito e durmo.
Agora pela eternidade lembrando.

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