22 de junho de 2010

Poeta x Mundo

É tão ruim quando o peito que antes era afagado,
Hoje sente dores e um buraco grande e vazio.
Era afagado por minhas mãos ainda dóceis
Que agora sente o peso de ter de segurar o mundo em suas palmas.

Um mundo pesado e maleficente
Que nunca é condizente com o que pensa
Nem mesmo é capaz de fazer reverência aos poetas
Com suas mentes abertas, frases com palavras inquietas
Que se movem a todo instante. E nunca se acham o bastante
Para solidificar seus pensamentos que fluem como água.

Transtornado e obcecado por um querer mais intenso
Dolorido e ensangüentado por apanhar ao dizer o que penso
Romântico e sem amar. Até quando posso aguentar?

Jamais pedi um amor imensurável
Ou que seja perdurável.
Quis um amor merecedor
E hoje curo minha dor com álcool e fogo.

E se for minha vida que está em jogo
Lutarei até o fim
Para conquistar alguém que queira amar.
Que não seja amar só, mas que seja só me amar.

A única garantia dessa conseqüência
É uma vida feliz. Aventurar-se com ou sem negligência.
Com uma jura transcendente
De amá-la eternamente.

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